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Publicado: 20/02/2017 às 11:45:57
Sindicato diz que servidores da Cedae estão em greve, mas abastecimento não será afetado
Funcionários protestam contra venda da empresa de saneamento do Rio. Assembleia Legislativa deve votar projeto nesta segunda (20)
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Servidores da Cedae protestam diante da Alerj
Os servidores da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) entraram em greve a partir da meia-noite desta segunda-feira (20) contra o projeto de venda da empresa. Funcionários protestam na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), que deve votar hoje a proposta de venda;

A greve foi confirmada pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas empresas de Saneamento Básico e Meio Ambiente do Rio de Janeiro e Região (Sintsama-RJ), Humberto Lemos, que disse que a população não será afetada com um desabastecimento às vésperas do carnaval.

“Fazemos questão de manter 30% [da equipe] trabalhando. Segundo a lei, é um serviço essencial. Isso é para não faltar água à população, que não pode ser penalizada”, afirmou o presidente do Sintsama-RJ.

De acordo com Lemos, trabalhadores da empresa em todo o estado irão até a Alerj. “Caso seja necessário, vamos acampar e permanecer em vigília lá”, disse.

“Os servidores da Cedae entraram em greve por conta do processo de privatização da empresa. Eles não querem privatizar apenas a empresa, querem privatizar a distribuição e a produção de água, que é um bem essencial à vida. Esse bem, nas mãos da iniciativa privada, só terão acesso aqueles que poderão pagar. A população mais pobre e carente não terá”, afirmou Ary Girota, dirigente sindical da Cedae de Niterói.

Procurada pelo G1, a Cedae também garantiu que não faltará água no RJ por causa da paralisação.
"Não haverá paralisação nos serviços prestados pela companhia. O presidente da Cedae, Jorge Briard, acompanha todas as atividades da empresa, inclusive a produção e distribuição de água, e garante que os serviços funcionarão normalmente", afirmou a nota da Cedae.

Votação da venda

O projeto de lei que autoriza a venda da Cedae estava previsto para começar às 11h desta segunda. As ações da companhia devem viabilizar um empréstimo de R$ 3,5 bilhões da União. A venda é tratada pelo Governo do Rio de Janeiro como prioritária para conseguir resolver a crise financeira que afeta o estado.

Na sexta-feira (17), o presidente da Casa, Jorge Picciani, disse que espera que a votação se estenda por toda a semana. Para garantir a discussão, o projeto segue na pauta na terça (21), na quarta (22) e na quinta (23).

Para ser aprovada, o texto precisa de votos favoráveis da maioria simples dos 70 deputados, ou seja, metade mais um voto dos parlamentares presentes na sessão. O governo diz ter maioria para a aprovar a lei. Segundo fontes do Palácio Guanabara informaram ao G1, até sexta governo tinha entre 41 a 43 dos votos.
Na manhã desta segunda, as 211 emendas apresentadas ao texto serão discutidas em reunião dos líderes partidários. Após a reunião, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) tem que dar um parecer sobre as emendas acordadas, antes de o texto-base ser votado.
A venda é uma das condições do Plano de Recuperação Fiscal, segundo acordo firmado em janeiro com a União, que prevê a suspensão do pagamento da dívida do estado com o Governo Federal. Segundo o executivo estadual, as medidas do plano trarão um alívio de R$ 62 bilhões em três anos.

Protestos

As discussões de projetos de lei que o governo tenta aprovar para tentar se recuperar financeiramente têm causado protestos de servidores em frente à Assembleia Legislativa desde o fim do ano. Alguns deles terminaram em confronto entre manifestantes e policiais escalados para fazer a segurança do prédio, que está reforçado com grades.

A pedido do governador Luiz Fernando Pezão, o estado recebeu o reforço de 9 mil homens das Forças Armadas. Entre os motivos alegados está a votação na Alerj. A segurança é feita pela Força Nacional e pela Polícia Militar. O estado pediu o reforço militar para atuação em outras áreas da cidade devido ao deslocamento de policiais para a assembleia.
Crédito(s) Foto(s): Henrique Coelho/ G1
Fonte: http://g1.globo.com
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