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Marcelo Sguassábia
Coluna: Consoantes Reticentes
Publicado: 07/11/2016 às 10:31:17
Nem queira saber o que acontece lá dentro
A nossa sociedade secreta pode ser tudo, menos secreta. Paradoxalmente, só nos popularizamos a partir do momento em que alguém começou a inventar e a espalhar que tínhamos um rol infinito de segredos guardados a sete chaves. Ou seja, aquilo que presumivelmente calávamos é que fez com que caíssemos na boca do povo. 

A especulação sobre quem somos e o que fazemos não cessa. Falam de fantasiosos símbolos, adereços, elementos com significados ocultos. Dizem que o que se faz em nossa sede, dos rituais de iniciação (nem sabemos o que é isso) ao conselho magno sacerdotal (heim???), inclui derramamento de sangue e lágrimas, sacrifícios de animais em altares de marfim e até uma misteriosa escrita em código, da qual se tenta inutilmente desvendar a sintaxe.

Com toda a sinceridade, é desconcertante e vexatório ter que revelar a esses bisbilhoteiros - gente que chega aqui em nossa sede arfando por revelações bombásticas e decifrações de enigmas - que não existe segredo algum naquilo que fazemos. E quanto mais afirmamos essa simples e cristalina verdade, mais esse povo pensa que estamos despistando e guardando insondáveis mistérios somente para nós. 

Queremos apenas ajudar ao próximo, e essa missão de servir é vista pelos maledicentes como uma espécie de "falso propósito", de conversa pra boi dormir. Se não cobramos nada de quem quer que seja, inventam que é porque somos tão ricos e não temos mais onde enfiar dinheiro. Se nos reunimos às quartas-feiras, às 7 da noite, começam a elocubrar significados cabalísticos e numerológicos, relacionando aritmeticamente o dia da semana ao horário: o 4 da quarta mais o 7 da noite é igual a 11, assim como 11 é a numeração da sede, da mesma fora que 11 lembra as duas palmeiras plantadas simetricamente em frente ao templo, de onde se deduz que o 11 do Palmeiras entrou no time por influência de alguém graúdo do templo, eleito por 11 encapuzados para cumprir um mandato de 11 anos, renováveis por mais 11.

Enfim, chegamos à conclusão de que é inútil qualquer tentativa nossa de rebater tantas imbecilidades e calar a boca dos desocupados que as formulam. Até mesmo este texto será motivo para que criem uma maluca teoria da conspiração, na qual algumas palavras contidas nele formam uma mensagem ultrassigilosa, que só uns poucos eleitos saberão decifrar. Algo ligado ao fim do mundo ou coisa parecida. Tsc, tsc. Melhor parar por aqui.
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