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Paulo César Tamiazo
Coluna: Revivendo a História
Publicado: 17/06/2016 às 15:41:22
A Festa de Santo Antonio em Cordeirópolis (1930-1976)
“Vai em grande adiantamento a casa paroquial. A comissão aprovada pela Cúria Diocesana tomou o ônus de construir a casa e reparar os estragos da Igreja Matriz”. Padre Jonas Vanderlei Lima, 1930

A partir do livro de Mario Zocchio Pasotto, ex-Pároco da Igreja Matriz de Santo Antonio, resolvemos destacar trechos que indiquem a realização de festejos em louvor ao padroeiro, dentro do período escolhido. 

O primeiro trecho, destacado pelo autor, é de lavra do pároco Jonas Wanderley Lima, que ficou responsável pela igreja entre 1929 e 1930: “Fizemos a festa do Padroeiro, Santo Antonio, com muito boa vontade, mas sem barulho.” 

Em outubro, um tópico da resenha feita pelo autor indicava que o “Primeiro Pão de Santo Antonio” foi distribuído em 13 de outubro daquele ano: 
“No dia 13, segunda-feira, com a presença de muitos Irmãos, benzi o pão de S. Antonio, o qual foi distribuído. Assim, é um novo passo à frente que a Irmandade de Santo Antonio avança para, mais decentemente, honrar seu patrono, que também o é de toda a paróquia”

Em 1932, o pároco João Lopes de Almeida indicava que “no mês de junho celebrou-se junto a festa do Sagrado Coração e de Santo Antonio. (...) Merece menção especial nos trabalhos desta festa  o provedor da Irmandade de Santo Antonio, Sr. Giacomo Negro.” 
No ano seguinte, 1933, há uma pequena citação, onde se destaca que “ainda no mês de junho, houve no dia 11 a festa de S. Antonio e S. Sebastião, com queima de fogos oferecida pelos pirotécnicos Baroni e Chinnici.”

Depois de alguns anos sem citações, em 1936 se destacava que no dia 26 de julho teria se realizado a festa de Santo Antonio, que “por várias circunstâncias não pôde ser feita no dia próprio”. Houve missas às 7h30 e 10 horas e procissão às 4 da tarde. Fez-se também leilão e uma pequena quermesse que nada renderam e deram muito trabalho.”

Em 1937, segundo informações da obra, assume a paróquia o Padre Adriano Bayings, que destacou: “Aos 13 de junho começamos a trezena de comunhões e meditações em louvor ao Santo Padroeiro, cuja festa celebramos aos 26 de junho, último domingo do mês, com missa solene, grande procissão e muitas festividades”. 
No ano de 1939, sob a coordenação do Padre Cristóvão Porphirio, os relatos transcritos indicam somente de passagem que “a festa do padroeiro foi em 13 de agosto”. Dois anos depois, a festa do padroeiro foi transferida para 16 de novembro, durante o período do padre Paulo Pastana Smith. 

Em 1943, durante o paroquiato do Padre Antonio Janoni, indica-se somente que em junho foi realizada a festa do padroeiro no dia 13, com presença de pregador convidado. No ano seguinte, apenas a menção à celebração do Sagrado Coração e de Santo Antonio.
Passam-se alguns anos sem referência, sendo que a mais curiosa é a realização, em 23 de junho de 1946, de uma festa de S. Antonio na fazenda Santa Adélia. Segundo a nota, “o vigário celebrou missa às 7 horas na fazenda, voltou a Cordeirópolis para celebrar a missa das 9 horas e regressou à fazenda, onde celebrou às 10h30. Às 4 da tarde houve procissão e leilão”. 

Neste ano de 1946 a “Festa de Santo Antonio” foi realizada entre 21 e 29 de setembro, com três barracas: uma de comestíveis, a cargo do prof. Bento Lordello e de d. Angela Gambarotto; de “correio elegante”, a cargo de Aristeu e Leonor Marcicano e outra de rifa, a cargo de Angelo e Yolanda Pagotto; funcionou também o leilão, a cargo do prof. Jorge Fernandes e José Francisco Leite de Souza (Juca do Correio).

No ano seguinte, destaca-se o trabalho dos responsáveis pela festa. Segundo o relato, “durante o mês de junho, na casa do Sr. Carlos Hespanhol reuniram-se os elementos mais destacados desta Vila a fim de preparar a festa de S. Antonio”, nomeando-se a comissão composta por Carlos Hespanhol, Bento Lordello e Benedito Ramos Feres. A “comissão de pedidos” era composta por Aristeu Marcicano, José Moreira e Bento Lordello. 

A festa realizou-se, desta vez, de 13 a 21 de setembro, sendo que
“As barracas foram primorosamente construídas com pilares de tijolos doados pelos Irmãos Avi, telhas francesas emprestadas pelo Sr. Manuel Beraldo, caibros emprestados pela CACI, fechadas por esteiras de bambu (...) as tabuletas artisticamente pintadas pelo Sr. Irio Alves, traziam o nome de cada barraca: S. Antonio (bar), S. Teresinha (brinquedos), Pia União (sorteios)”. 

No dia 21, final da festa, houve às 10 horas missa cantada por um grupo de crianças; às 5 da tarde houve procissão, logo depois descobrindo-se o mastro de Santo Antonio. As festas foram até às 23 horas, segundo o relato. 

A festa de 1948 se realizou de 11 a 19 de setembro, organizada por comissão composta de Aristeu Marcicano, José Moreira, Bento Lordello e Benedito Ramos Feres. A comissão de donativos era composta por mais Ondina Mosca e Juca do Correio. 

Segundo o relato, trabalharam na festa D. Ângela Gambarotto, no bar e assados; Solideia Carandina, na barraca da Pia União, D. Ondina Mosca, nas tômbolas e Juca do Correio. 

No ano seguinte, a festa ficou a cargo de comissão composta por Aristeu Marcicano, a época Prefeito Municipal; José Moreira, farmacêutico; Adolfo Fratini, comerciante e vereador e Benedito Ramos Feres, coletor estadual e vereador.” De acordo com o relato, as festas se realizaram de 10 a 28 de setembro, com divulgação dos alto-falantes América e a presença da Corporação Musical 1º de Janeiro. 

As barracas da festa foram quatro: o bar, onde trabalharam o prof. Antonio Osório, Jacy Ribeiro, Amália Moreira, Angela Gambarotto e Zuleide Saad; no sorteio, Solidea Carandina, Isaura Vieira, Angelina Danesin e Rita Neves; no “alumínio”, Prof. Bento Lordello e Cherubim Alves e suas esposas; no tiro ao alvo, o prof. Sebastião Ribeiro. Na tômbola, ficou responsável d. Ondina Mosca. 
Em 1950, destaca-se que o dia 13 de junho passaria a ser feriado municipal, de acordo com legislação recentemente aprovada. Entretanto, naquele dia houve somente missa com distribuição dos pãezinhos de Santo Antonio. 

Neste ano, um fato interessante: “Por causa das eleições de 3 de outubro de 1950, dos comícios a se realizarem, a festa de S. Antonio foi antecipada para a primeira semana de agosto, semana imprópria por haver festas em toda a redondeza e não ser época de pagamento”. 

No ano seguinte, uma mudança: “Para evitar acúmulo de festas: S. José, Semana Santa, Mês de Maio, Sagrado Coração de Jesus, a festa de S. Antonio é transferida para setembro.”  Como previsto, a festa se realizou de 16 a 23 de setembro, sendo que no último dia houve missas as 7 e às 10 da manhã, com posterior leilão de animais vivos. Às 16h30 houve procissão, e após seu final, a quermesse funcionou até às 23h30. No período de 1946 a 1951 a direção da paróquia ficou a cargo do Padre Santo Armelin, homenageado em uma rua da cidade. 

Já sob a direção do Padre Nilo Romano Corsi, que ficará entre 1952 e 1955, a Paróquia de Santo Antonio realiza a Festa de Santo Antonio de 6 a 21 de setembro de 1952. Naquele período, a comissão encarregada das festas estava composta do Dr. Luiz Cardinalli; Moacyr Dias, Osvaldo Sepulador, João Módolo, Manoel Beraldo, Gabriel Andrade, João Esteves, Durval Alves, Humberto Carandina, Benedito Guimarães Cruz, Angelo Betin, João Roveda Sobrinho e Valentim Mascarin. 

Em 1953, indica-se que em 30 de agosto começa a Trezena de Santo Antonio, que seria celebrada em setembro. No dia 13, ocorreram, de manhã, alvorada e repique de sinos; missa de comunhão geral e missa cantada; procissão à tarde. Depois foram instaladas as barracas, servindo também churrasco. 

Somente ano de 1954 é que a festa de Santo Antonio passa a ser definitivamente realizada em junho. Segundo Pasotto, “(...) finalmente a festa do padroeiro passou (...) a ser celebrada no seu dia adequado, (...) por ser feriado municipal (...)”. No ano seguinte, a festa foi realizada neste período, destacando-se que “o movimento financeiro foi em prol da Sede Social Católica”. Em 1956, cita-se somente a comemoração de 13 de junho e encerramento no dia 17. 
No ano seguinte, 1957, a única data de relevância foi o dia 16 de junho, onde a Festa de Santo Antonio teria sido bem movimentada, com procissão à tarde. Em 1958, a trezena é realizada a partir de 1º de junho, sendo que dia 5 era Corpus Christi. Nos dias 13 e 16 as festividades tiveram lugar, destacando-se que era uma “festa religiosa” e não “junina”. No ano seguinte, somente no dia 14 houve primeira comunhão e procissão. 

Em 1961, um fato novo. No dia 21 de maio, foi determinado que não haveria quermesse, apenas leilões. A justificativa era de que “a quermesse poderia atrapalhar a campanha de arrecadação” para a construção da nova Igreja Matriz, que foi substituída pela atual. 
Durante alguns anos, não se encontra referência explícita às festividades de Santo Antonio, que foram eclipsadas pela campanha em que recursos foram destinados para a reforma da Igreja Matriz. Somente em 1969 se volta a citar a realização da quermesse, em que se destacava o seu início em 1º de junho, cujos resultados seriam aplicados na compra de novos bancos. 

Três anos depois, em 1972, após a conclusão das obras de reforma da Igreja Matriz, o dia 13 de junho é lembrado, indicando que na Missa de Santo Antonio, à tarde, a missa foi cantada em latim. No ano seguinte, na missa cantada das 19 horas do dia 13 de junho, houve a presença do padre Nilo Romano Corsi, que já chefiou a paróquia. 

Em 1974, um trecho interessante. Segundo Pasotto, foi celebrada, naquele ano, a festa do padroeiro com grande sucesso, apesar da “concorrência milionária” da Festa das Nações, promovida pela Prefeitura Municipal. Como a celebração de Corpus Christi ocorreu no dia 13 de junho, reservado normalmente a Santo Antonio, a missa e procissão foram realizadas no domingo seguinte. 
No ano seguinte, na festa do Padroeiro, foi realizada “missa cantada” intitulada missa brevis em si bemol, de autoria do Padre José Mauricio Nunes Garcia, compositor sacro do século XIX. Este ano foi o último do paroquiato de Mario Zocchio Pasotto, que encerrou suas atividades em 4 de fevereiro de 1976, cujo período pode ser representado pela frase que usou em sua saída: “Sepultado hoje, quem morreu vinte anos atrás, quando aqui chegou”.  
Neste ano, a festa do padroeiro é citada brevemente, indicando-se que ela foi realizada “conforme o costume”, com bom resultado financeiro. Quanto ao ano de 1977, nada se destaca na obra, por supostamente não ter sido encontrada nenhuma citação, especialmente neste período, somente se destacando o encerramento do Cinema Paroquial, em janeiro. 

Neste período de instabilidade, a realização da Festa de Santo Antonio se deu em julho, no dia 13, um dia após a posse do Padre Antonio Janoni, que já havia assumido a paróquia em tempos passados. Em 1979, assume o Padre Antonio Rodrigues de Miranda. 
Este texto, na oportunidade em que se realiza a tradicional festa de Santo Antonio, serviu para lembrar, a partir das anotações de Mario Zocchio Pasotto e dos que o antecederam, os percalços por que passou a festividade, através dos tempos e pelos mais variados motivos. 
Para encerrar, permito-me transcrever o Responso de Santo Antonio, muito conhecido de minha família, do qual me recordo ter ouvido, nesta mesma Igreja Matriz, no início da década de 1970, quando deveria ter no máximo três ou quatro anos: 

“Se milagres tu procuras,
Pede-os logo a Santo Antônio;
Fogem dele as desventuras,
O erro, os males e o demônio.
Torna manso o iroso mar;
Da prisão, quebra as correntes,
Bens perdidos faz achar;
E dá saúde aos doentes.
Em qualquer necessidade,
Presta auxílios soberanos;
De sua alta caridade
Fale a voz dos Paduanos.”
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