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Paulo César Tamiazo
Coluna: Revivendo a História
Publicado: 29/12/2015 às 12:47:50
Recuperando fatos da história de Cordeirópolis entre 1974 e 1983
Nestes últimos meses do ano, conseguimos acesso aos exemplares do “Jornal de Cordeirópolis” encartados nos processos matrimoniais do Cartório de Registro Civil e de Imóveis. Inicialmente, agradecemos à titular da serventia, Carla Renata Gardenal Mônaco, pela especial autorização para a pesquisa.  

Já tínhamos conhecimento, desde a infância, dos exemplares do Jornal de Cordeirópolis, que funcionou de 1974 a 1983, mas pela nossa pouca idade, era praticamente impossível que tivéssemos conhecimento destas notícias ou fatos que ocorreram neste período.

O objetivo deste artigo é, ao mesmo tempo, acertar contas com nossa memória, fazer relembrar aqueles que viveram o período, e fazer com aqueles que não viveram esta época em Cordeirópolis possam saber como tudo era “diferente”... 

Em 8 de março de 1975, foi divulgada a aprovação, pelo Governo do Estado, da construção do chamado “trevo de Cordeirópolis”, num período em que a estrada ainda não era duplicada, mas já gerava diversos acidentes, deixando a cidade famosa por isto. 

Nossa primeira referência importante no período é a divulgação do mapa com o traçado do trevo, que atualmente tem o nome de “Viaduto Moisés Tocchio”, cuja estrutura passa pela Rodovia Washington Luiz, o que foi feito na edição de 21 de dezembro daquele ano. 
Três meses antes, o mesmo jornal deu em manchete a definição de que a estrada “Cascalho-Cordeirópolis” seria asfaltada, a mesma que está sendo objeto de remodelação, aproximadamente quarenta anos depois, chamada agora de “Rodovia Constante Peruchi”.

Há quarenta anos, Cordeirópolis estava em crescimento, com novos loteamentos na zona norte, sul e oeste da cidade: o primeiro setor estava ganhando a Vila dos Pinheiros, localizada entre a Vila Nossa Senhora Aparecida e a atual Rua do Barro Preto; o segundo setor estava ganhando a Vila São José, situada entre o Jardim Bela Vista e a estrada municipal que ia a Limeira, atual Rodovia Dr. Cássio de Freitas Levy (SPV-17). 

Quanto à chamada Zona Oeste, a Vila Botion era o loteamento recém-aberto, em seguida ao Jardim Jafet, onde se localiza a Escola Estadual Jamil Abrahão Saad. Publicação de 13 de dezembro de 1975 dá conta da situação.  

Em 12 de abril, manchete indicava que uma “caixa elevada no Bairro do Cascalho” seria iniciada, o que efetivamente deveria ser feito na segunda quinzena.  Meses depois, realizaram-se inaugurações de obras públicas no Bairro do Cascalho, dentre elas, a remodelação da Praça Padre Luiz Stefanello, a construção de portaria, muros e vestiário no Estádio Municipal.

Em 31 de maio, aparece a preocupação com a qualidade da água servida à população. De acordo com reportagem, a Cetesb analisou e não aprovou a água das “bicas”, que antigamente existiam na cidade para abastecimento público, concluindo que elas apresentavam “elevado número de colônias de bactérias”. Ao contrário, a água clorada, proveniente da estação de tratamento de água, teve resultados que satisfizeram aos padrões de potabilidade. 
Na primeira quinzena de junho, realizaram-se as comemorações do 27º aniversário de emancipação de Cordeirópolis, compostas de diversas atrações. No dia 8, ocorreram apresentação da Banda Marcial do Colégio Jamil Abrahão Saad, corrida de pedestres, torneio de bochas, um jogo de “futebol sensacional” e a apresentação da peça teatral “Esta Noite é Nossa”, no Centro Comunitário de Cordeirópolis. 

Entre 9 de 11 de junho, estavam previstas palestras sobre saúde pública, promovidas pelo chamado Conselho de Saúde da Comunidade, que ganhou protagonismo por alguns anos na cidade. No dia 12, foi inaugurado o “novo sistema de iluminação da Praça Jamil Abrahão Saad”, além de realização de palestra de saúde pública pelo médico do posto de saúde local, dr. José Joaquim de Paula Mathias. 

No dia 13, estava previsto o início das comemorações com o hasteamento dos pavilhões na Praça Francisco Orlando Stocco, com a presença da banda marcial e coral do Colégio Estadual Jamil Abrahão Saad, além de torneio no Campo de Bochas Morumbi. Onde seria este local?

Às 10:30, estava prevista a inauguração da remodelação da Praça Francisco Orlando Stocco, que sedia a Prefeitura Municipal, cujo marco continua em pé, apesar da reforma realizada nos últimos anos que inexplicavelmente erradicou o monumento comemorativo do 3º milênio. Às 11, seriam inauguradas as casas do Jardim Planalto, construídas pelo Governo do Estado. À noite, estava prevista apresentação da Corporação Musical Francisco Paulo Russo, de Araras, além do tradicional baile no Cordeiro Clube. 

No dia seguinte, 14 de junho, sábado, estava previsto um torneio de futebol de salão e a apresentação de tiro ao alvo de Luiz Guidotti, o que gerou boa repercussão, conforme pudemos presenciar através de depoimentos de contemporâneos. 

Encerrando as comemorações, no domingo 15, estava prevista uma prova ciclística, torneio de bochas, apresentação do coral do Colégio Estadual Jamil Abrahão Saad, além do “Grupo Folclórico Lusitano”. Às 20:30, se apresentou o conhecido cantor brega Djalma Lúcio. 
No dia 11 de junho, dentro das comemorações de emancipação de Cordeirópolis, foi anunciada pela Prefeitura a realização das seguintes obras: casas populares (56 unidades habitacionais, cujo início da implantação tinha sido no mês anterior); asfaltamento da via de acesso, o que seria a atual Rodovia Constante Peruchi, o início da implantação do Centro de Lazer do Trabalhador, cuja primeira fase seria inaugurada em 1979. 

No dia seguinte, foi noticiada a denominação da Corporação Musical, custeada pela Prefeitura, como “Fernando Panhoca”. A alegria durou pouco. Menos de dez anos depois, nada mais restava deste conjunto musical. Em julho, foi anunciada a instalação em Cascalho de uma “nova bomba de água”, com capacidade de 30 mil litros por hora, distribuindo água em canos de quatro polegadas. 

Em 31 de julho, foi anunciada o início, para breve, das obras da Estrada do Cascalho, sendo que o Secretário dos Transportes estaria na cidade no próximo dia 15 de agosto para vistoriar o início dos trabalhos de pavimentação da referida via.

Em 7 de agosto, o “Jornal de Cordeirópolis” ressalta a confirmação do início da pavimentação estrada, repetindo a presença do secretário para início deste processo. Pelas reportagens, a visita do secretário só se deu na segunda quinzena do mês. 

Especialmente, no dia 17 de agosto, estava prevista para as 11 horas a inauguração de uma caixa d´água elevada, com capacidade de 30 mil litros, que continua a abastecer o bairro, além de um pátio para estacionamento de veículos e a citada reforma do Estádio Municipal. 

Em 4 de setembro, destaca-se que ia em “ritmo acelerado as obras da via de acesso Cordeirópolis-Cascalho-Via Anhanguera”, sendo que o então Prefeito Municipal, José Alexandre Celoti, estaria percorrendo o trecho da estrada. Além disso, teria sido feita a remoção dos postes no traçado pela CESP e construção de novas residências para os atingidos pela pavimentação, inclusive a limpeza do leito. 

Um fato relevante: em 18 de setembro, é lançado oficialmente na Escola Estadual Jamil Abrahão Saad o “Hino a Cordeirópolis”, composto pelo prof. Odécio Lucke e pela profª Dyrcea Ricci Ciarrochi, de Limeira, professora de música da Escola Técnica Estadual Trajano Camargo. Anos depois, ele se transformou em “Hino Oficial de Cordeirópolis”. 

Durante o primeiro semestre de 1977, pouca coisa digna de nota aconteceu. Na ocasião das comemorações do 29º aniversário de emancipação de Cordeirópolis, foram anunciadas as reivindicações levadas ao Governo do Estado: asfaltamento da estrada estadual que ligava a Santa Gertrudes e Rio Claro, atualmente também fazendo parte da Rodovia Constante Peruchi; passarela sobre a Rodovia Washington Luiz e viaduto ligando a cidade à Avenida da Saudade ou duplicação e reforma do pontilhão da Fepasa.

Como se sabe, a primeira obra foi completada anos depois; a segunda só foi possível mais de 20 anos depois da solicitação; a terceira só foi conseguida parcialmente no início deste século. 
Em 1978, algumas boas notícias aparecem para indicar a melhoria na infra-estrutura da cidade: foi publicada uma concorrência pela CECAP (Companhia Estadual de Casas Populares), visando a aquisição de terrenos de 4 a 12 hectares em Cordeirópolis para construção de conjuntos habitacionais. 

Em fevereiro, foi comunicado que a TELESP, antiga empresa estatal concessionária de telecomunicações no Estado, estaria tomando primeiras providências para a construção da nova central telefônica, o prédio menor que continua na Rua Guilherme Krauter, próximo ao antigo Fórum. 

Em abril, foi anunciada a construção da sede própria da agência local da Caixa Econômica do Estado de São Paulo (CEESP), que foi incorporada posteriormente ao Banco do Brasil. O prédio continua no mesmo local, à Rua Visconde do Rio Branco. 

Depois da preocupação inicial, a pavimentação da rodovia chamada atualmente de Constante Peruchi perdeu destaque, sendo que a sua conclusão sequer mereceu uma placa de inauguração, sendo citada de passagem em junho de 1978 como “rodovia já entregue ao tráfego, devidamente melhorada”.  

Neste mesmo período surge a movimentação pela pavimentação atual Rodovia Dr. Cássio de Freitas Levy, que liga Cordeirópolis a Limeira, sendo que o articulista sugere a sua denominação como “Via Apia”, uma famosa estrada romana da Antiguidade. 
Em 24 de junho, comunica-se a implantação da “telefonia rural automática”, através de parceria entre a Prefeitura Municipal e a Cooperativa Rural de Telecomunicações da Região Paulista Ltda., sendo que eles seriam telefones totalmente automáticos, além de 80% financiados pelo antigo BADESP – Banco de Desenvolvimento do Estado de São Paulo. Para a zona urbana, em julho se anuncia que os automáticos viriam no ano seguinte. 

Confirmando a previsão, reportagem de 27 de janeiro de 1979 indica que o serviço de implantação dos telefones automáticos seria iniciados nos próximos dias. Em menos de um mês, uma visita ilustre: o então governador do Estado, Paulo Egydio Martins, estaria no território de Cordeirópolis, no entroncamento das rodovias Anhanguera e Washington Luiz, dia 21 de fevereiro, para inauguração do trevo entre as duas estradas, o que efetivamente aconteceu, conforme reportagem do dia 24. 

Em março, anuncia-se novamente que os “telefones automáticos” seriam instalados dentro de 120 dias, ou seja, na primeira quinzena de julho. Em maio, reportagem resume as obras e melhorias que estavam acontecendo ou eram esperadas para os próximos meses: a implantação dos telefones automáticos; a reforma da rede de iluminação pública; o prédio da delegacia, cuja interdição estava demorando a ser resolvida; o prédio da Caixa Econômica Estadual, conforme já foi dito acima; o trevo de acesso a Cordeirópolis.
 
Como se tornou comum nestes anos, são citadas também as comemorações do aniversário de emancipação de Cordeirópolis, desta vez compreendendo a apresentação da pianista Déa Orcioli, em 8 de junho, às 20h30, na Escola Jamil. Para o dia 11, estava prevista a apresentação da peça “Três Peraltas na Praça”, com direção de Mauricio Sebastião Ferreira, que passou a ser posteriormente sacerdote da Igreja Católica. O cenário desta peça foi realizado por Manoel de Souza Loureiro, nome do teatro local, recentemente falecido naqueles dias.

Até o fim de 1979, nada havia ainda de prático sobre a instalação dos telefones automáticos. Em 21 de dezembro, manchete indicava que “Telesp confirma: no final de janeiro os telefones automáticos estarão funcionando”. Finalmente, em 16 de fevereiro de 1980, anuncia-se a instalação dos telefones automáticos, que passariam a funcionar na última quinta (14). 

Outro dos grandes problemas na infra-estrutura de Cordeirópolis era a situação do Posto de Saúde. Em agosto, manchete anuncia que a construção da sede própria do posto seria iniciada neste ano. Em setembro, foi anunciada a abertura de concorrência para construção do prédio, que era uma obra cujo pedido de construção se arrastava desde janeiro de 1970 e era “reclamada há mais de 10 anos”. Para a questão do PAMS, despejado por falta de pagamento do aluguel, veja nosso artigo sobre a década de 1970 em notícias do jornal “Estado de São Paulo”. 

Na semana seguinte, anuncia-se também o asfaltamento da estrada Cordeirópolis-Limeira, dentro do “programa de rodovias vicinais” do Governo do Estado. Em novembro, anuncia-se a construção de uma praça no Jardim Bela Vista, atualmente denominada “Santo Olivatto”, que seria composta de pisos sextavados, além de plantas apropriadas. Havia expectativa de “iluminação adequada” do local, mas isto só foi acontecer durante a década de 1980. 

No dia 22 do mesmo mês, anuncia-se o asfaltamento, pelo DER, de duas importantes estradas da cidade: a Cordeirópolis-Limeira, chamada atualmente de Rodovia Dr. Cássio de Freitas Levy e a Cordeirópolis-Rio Claro, parte da atual Rodovia Constante Peruchi, lembrando que o trecho que ligava Cordeirópolis à Via Anhanguera foi aberto ao tráfego asfaltado dois anos antes. 

Cita-se também, em 28 de fevereiro, as obras em andamento de construção da atual Creche da Vila Santo Antonio, a passarela sobre a ferrovia, o então chamado “mini-hospital” e o velório. 
Em junho de 1981, comemora-se novamente o aniversário de emancipação de Cordeirópolis, desta vez com a realização da “Semana da Citricultura”, entre 8 e 12 de junho. Neste dia, iria se apresentar a Orquestra Sinfônica Paulista, além do Baile do Município às 23 horas. No dia seguinte, 13, houve desfile escolar. 
Às 10 horas, foi inaugurada a passarela sobre os trilhos da ferrovia, eliminada 25 anos depois. Também foi inaugurada a reforma dos sanitários da Escola Jamil e o prédio do Posto de Saúde. No dia seguinte, 14, foi inaugurado o Velório Municipal, reformado somente 25 anos depois, além do Campo de Malha do Centro de Lazer.   
Em março, comunica-se a publicação do edital para pavimentação das estradas para Limeira e Rio Claro. O articulista do jornal sugere a denominação de “Rodovia da Amizade” para a primeira e “Rodovia da Integração” para a segunda. 

Em outubro, anunciam-se os contemplados com as casas populares do loteamento realizado pela CECAP, do Governo do Estado, que passou a ser o Jardim Juventude. As casas seriam inauguradas em janeiro de 1982, com a presença do governador. 
Em novembro, é encaminhado projeto de lei do governador Paulo Maluf, criando o Fórum Distrital de Cordeirópolis, que só se tornará realidade em 1985. Veja nosso artigo específico sobre o assunto. 
No fim deste mês, indicam-se as melhorias realizadas no Centro de Lazer do Trabalhador: cancha de bochas; construção e cobertura de um galpão, que teria por objetivo a realização de “exposições, bailes e festividades do município”. Anunciou-se a intenção de colocar “mesas de pingue-pongue e snooker”, além da remodelação total da piscina e bar para breve. 

Neste ano eleitoral de 1982, poucas coisas mereceram destaque. O governador José Maria Marin estaria, em junho, no encerramento da IV Semana da Citricultura e do XIII Dia do Citricultor, na Estação Experimental, atualmente chamada de “Centro de Citricultura Sylvio Moreira”, na Rodovia Anhanguera. 

A única inauguração seria feita em 13 de junho de 1982, do Hospital Dr. Luiz Cardinalli, que se encontra ainda no mesmo local, na Avenida Presidente Vargas, mesmo quase que totalmente sem uso. Em setembro, a agência da Caixa Econômica Federal abriu suas portas na Rua Toledo Barros, nº 40, próximo à Prefeitura, onde muito tempo depois funcionou a Biblioteca Pública Municipal “Prof. Aita B. Dias”. 

Encerrando o mandato dos prefeitos e governador, os primeiros eleitos em 1976 e o segundo em 1978, são inauguradas em 29 de janeiro de 1983 a pavimentação das rodovias Cordeiropolis-Rio Claro e Cordeirópolis-Limeira, onde foram colocados marcos comemorativos, cujas placas foram furtadas posteriormente. 
Algumas semanas antes, o prefeito de Cordeirópolis foi recebido pelo governador de São Paulo, solicitando a conclusão das obras da estrada que liga Cordeirópolis a Limeira, com sinalização, acostamento e remoção das pedras deixadas na pista... 

Neste momento, encerra-se um período de alinhamento político entre o Governo do Estado de São Paulo e a Prefeitura de Cordeirópolis, o que gerou obras e realizações importantes, contribuindo para a melhoria das condições de vida da cidade. A partir deste momento, começaria um novo ciclo, que iria perdurar por mais de 10 anos, produzindo igualmente grandes obras e melhorias para a cidade, plantando a semente do que somos ainda hoje. 
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