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Paulo César Tamiazo
Coluna: Revivendo a História
Publicado: 24/03/2015 às 18:05:11
50 anos do início do governo Luiz Beraldo (1965-1969)
Mesmo com o advento da Revolução de 1964, muitas coisas não mudaram naquele período. Em virtude da criação de municípios ser feita a cada cinco anos, e as eleições a cada quatro, as votações eram feitas em datas diferentes de acordo com os grupos de municípios. 

Por pertencer ao chamado "grupo II", Cordeirópolis teve suas eleições marcadas para 7 de março de 1965, quando ficou vitorioso o candidato do PSP (Partido Social Progressista), Luiz Beraldo, que, nesta oportunidade, concorreu contra Mario Zaia, do PTB (Partido Trabalhista Brasileiro). Vale lembrar que a mudança para ARENA e MDB só ocorreu no final deste ano. 

Tomando posse em 27 de março, o Prefeito Municipal só promulgou sua primeira lei aproximadamente um mês depois, a de nº 414, de 29 de abril de 1965, que definiu a aplicação da "correção monetária" aos débitos dos contribuintes referentes a impostos, taxas, prestações de asfalto ou lotes adquiridos da Prefeitura, além de realizar a divulgação desta medida através do "alto-falante" e de folhetos. 

Esta lei foi modificada no final do mesmo ano, definindo que a correção monetária nos débitos seria arbitrada pela Câmara Municipal, na forma de porcentagem, até 30 de novembro de cada ano, não podendo ser superior ao "índice oficial". Lembrando que a Lei nº 432 só foi promulgada em 2 de dezembro. 

Logo no início do seu governo, uma de suas preocupações foi a de melhorar o abastecimento de água, através da Lei nº 417, de 16 de junho, em que se autorizava a emprestar da Caixa Econômica do Estado de São Paulo (CEESP) valor destinado à execução dos serviços de abastecimento de água do Município, com prazo de 10 anos para pagamento. 

A lei dispunha que, como garantia do empréstimo, seriam dadas rendas provenientes das taxas de água, além do "excesso de arrecadação" devido pelo Estado e 50% da quota recebida do Governo Federal. Além disso, seriam fixados acréscimos às taxas existentes, depositando-se na Caixa Estadual o produto total da taxa de abastecimento de água, liberando-se ao Município somente o que fosse maior que as parcelas a serem pagas. 

Por fim, a Prefeitura ficava autorizava a contratar a execução das obras, que seriam feitas com a direção técnica e fiscalização do Departamento de Obras Sanitárias da Secretaria Estadual de Serviços e Obras Públicas.

Neste mesmo dia, a Prefeitura assina uma lei autorizando doação de lotes da quadra R do loteamento municipal, que estava reservada para fins industriais, para a construção de um "Colégio Comercial Nove de Julho". O estabelecimento não saiu do papel, e a lei foi revogada em 1973, pela Lei nº 891. 

Neste início de mandato, foram concedidos auxílios à Sociedade Recreativa e Esportiva de Cascalho, para reforma de prédio de sua propriedade, e para compra de instrumentos para a Fanfarra do Ginásio Estadual de Cordeirópolis. Somente em novembro de 1967 a Sociedade Dançante Recreativa Princesa Isabel seria beneficiada com auxilio financeiro. Já o C.A. Juventus foi beneficiado com auxílio financeiro em 1968, bem como novamente a S.D.R. Princesa Isabel, mas desde que a sociedade apresentasse a escritura registrada do terreno mencionado. 

Também começou a ser utilizado o expediente de financiar a construção de calçamento nos prédios, residenciais ou não, e dos terrenos vagos, com pedrinhas de mosaicos portugueses. Em agosto, foi aberto crédito para estas obras. Em outubro de 1968, foi aberto crédito especial para calçadinha, autorizando novamente a firma a receber dos proprietários, sendo que as despesas dos prédios públicos e da Igreja Matriz de Santo Antonio seriam por conta do Município. 

Em 18 de outubro, foi criada a "Feira Livre", cujo local, horário e dia de funcionamento seria fixado pelo Executivo, dispondo que os produtos vendidos serão isentos de imposto se tiverem  preços menores que o comércio local, tendo que pagar taxas de limpeza pública e de fiscalização. 

Como execução do disposto em legislação anterior, a Prefeitura determinou a obrigatoriedade de calçamento dos passeios em pedrinhas de mosaicos portugueses, que seriam implantados por firma vencedora de concorrência pública, com o chamado "padrão Copacabana", nas cores preto e amarelo claro. 

No mesmo dia, foi criada a Taxa de Conservação de Estradas de Rodagem Municipais, que deveria ser recolhida em prestações nos meses de julho e novembro, sujeitando os inadimplentes às sanções do Código Tributário Municipal. Esta lei foi revogada em 11 de fevereiro de 1967, pela Lei nº 474. 

Uma das leis promulgadas no mesmo dia definia outro empréstimo da Prefeitura, desta vez com o objetivo de realizar a pavimentação parcial da sede, com prazo de cinco anos e garantia de rendas, que seriam provenientes da taxa de pavimentação, liberando-se o excedente recolhido na Caixa Econômica do Estado de São Paulo para o Município. 

Em fevereiro do ano seguinte, a Prefeitura recebe, em doação, área do Sr. Donato Simões, com 535 m2, para "retificação da via de acesso a Cordeirópolis" vindo da Rodovia Washington Luiz, pela Rua Castro de Carvalho, que atualmente se chama Guilherme Krauter, onde está situada a Rodoviária e funcionava a antiga sede do Fórum. 

No mesmo dia 18, foi autorizado também o recebimento, em doação, de área destinada à construção de uma escola primária no Bairro da Fazenda Velha, com frente para a estrada que ligava a Fazenda São Jerônimo ao bairro beneficiado, com 1000 m2, e distante cem metros do córrego, além de 120 metros da igreja existente. 

Os funcionários do quadro de pessoal, diaristas, mensalistas, aposentados e pensionistas, passaram a receber, nos meses de janeiro a março, um abono de 30% sobre os vencimentos de fevereiro de 1966. 

Encerrada a concorrência para as obras de pavimentação asfáltica, a Prefeitura autorizou o vencedor, em março, a efetuar os recebimentos dos custos do asfalto diretamente dos proprietários e aqueles que não concordassem com os valores estipulados, deveriam pagar posteriormente à Prefeitura, através da agência local do Comind (Banco do Comércio e Indústria do Estado de São Paulo), banco que faliu em 1985. Em julho, o pagamento do asfalto também foi estendido à agência da Caixa Econômica Estadual. Em novembro, o pagamento desta taxa foi estendido para 40 a 50 parcelas, em situações específicas. 

Neste mesmo dia, foi aberto crédito para "compra de um renovador de ar para ser instalado na Sala das Sessões da Câmara Municipal de Cordeirópolis". Vale lembrar que, neste período, a Câmara funcionava dentro da Prefeitura, em uma sala onde atualmente se dá o atendimento ao público do setor tributário. Também foi aberto crédito para pagamento de "despesas com a pintura e acabamento do porão do Cordeiro Club", onde passaria a funcionar a Coletoria Federal, IBGE (repartições extintas nos anos seguintes) e a sede da Banda de Música. Posteriormente, a Coletoria Federal foi colocada neste local, através de contrato de locação.

Como vimos acima, a Escola Primária da Fazenda Velha estava sendo construída em uma área doada pelo Sr. Manoel Pereira dos Santos, que tinha sido vereador em legislatura anterior. Para construção deste estabelecimento de ensino, pela primeira vez foram conseguidas verbas federais do então Ministério de Educação e Cultura.

O trajeto para o recebimento destes recursos está demonstrado na Lei nº 446, de 16 de março de 1966, que autorizava o pagamento de "despesas com viagens a Brasília e à Guanabara", além de estadia e hotel, do Sr. Mauro Brasilino Leite, "que tratou junto ao Ministério a liberação de auxílio para a construção da Escola Rural da Fazenda Velha". Guanabara, entre 1960 e 1974, era o Estado da Guanabara, que compreendia o Município do Rio de Janeiro, anteriormente Capital do País. 

Alguns meses depois, o Sr. Mauro Brasilino Leite também foi autorizado a receber pagamento de "despesas realizadas quando foi tratar, junto ao Ministério da Educação e Cultura, da liberação de auxílio para construção de um Grupo Escolar" no Bairro do Cascalho. 

Os bairros então existentes foram beneficiados com obras públicas. Pela Lei nº 456, de 3 de setembro de 1966, foi aberto crédito para "realização de obras de rede de esgoto e fossa asséptica" na Vila Barbosa. Mas os serviços não vinham de graça: foi autorizada também a cobrança de uma taxa de ligação domiciliar, que seria paga em até quatro parcelas.

Pela Lei nº 464, de 5 de dezembro de 1966, foi criado pelo Prefeito Luiz Beraldo um novo Código Tributário Municipal, medida de grande relevância, uma vez que o atual Código está em vigor desde 1973 e não foi atualizado ou substituído. No mesmo dia, a Lei nº 465 fixou os preços públicos no Município, autorizando seu teto até o "limite da recuperação do custo total", sendo que além disto, somente com autorização da Câmara Municipal. 

Com a mudança na legislação federal, que reduzia o número de feriados municipais de sete para quatro, o Prefeito Luiz Beraldo promulgou a Lei nº 468, de 18 de janeiro de 1967, que definiu as datas de Sexta-Feira da Paixão, 13 de junho, Corpus Christi e Finados para Cordeirópolis.  No mês de fevereiro de 1967, foi emitida a Lei que denominou a Praça Padre Luiz Stefanello e a Rua Vereador Jacob Tomazella, no Bairro do Cascalho. 

Neste mesmo mês, foi aberto crédito para despesas com rede de esgoto e fossa asséptica na Vila Barbosa, além da compra de canos de dez polegadas para construção de nova adutora da Represa do Cascalho até a cidade. Também foi autorizada a desapropriação de terras de propriedade de Francisco Simões, Antonio Tonelotto, Antonio Della Coletta e Fernando Ratto para o prolongamento da Rua José Moreira, o que foi efetivamente conseguido muitos anos depois. Em junho de 1968, foi aberto crédito para término da construção da nova adutora. 

Em abril, foi aberto crédito para suplementação de verba para compra de material permanente, destinado ao Serviço de Água e Esgoto, coberto com recursos provenientes do repasse da quota do "Imposto de Renda e Consumo" referente ao ano anterior, a ser recebido pelo Município este ano. No dia 26, foi promulgada a lei que criou o brasão e a bandeira do Município, que só seria modificada em 1993, por nossa iniciativa, corrigindo a data de 1889 para 1899. 

Em 31 de maio de 1967, foi aprovado o "Plano Diretor e de Urbanização", que teria por objetivo, a partir da planta do perímetro urbano, que "futuramente venham a surgir novos loteamentos no prolongamento da cidade, não modificando a sua estética." 
No mesmo dia, foi aprovada a declaração de utilidade pública (desapropriação) de uma área de terras, sem benfeitorias, de propriedade de Raphael Jafet & Cia., de 7.000 m2, para doação ao Estado, visando à construção do Ginásio Estadual de Cordeirópolis, ou para construção de praça de esportes. Isto só seria concluido pelo Prefeito posterior, Teleforo Sanchez Félix (ARENA), conforme citamos em artigo anterior. Em outubro de 1968, mais de um mês antes da eleição para Prefeito, foi aberto crédito especial para "atender a despesas com a diferença" desta desapropriação.
Em junho, foi aberto crédito especial para cobertura de despesas "com guias e sarjetas e pavimentação nos bairros Vila Barbosa e Vila Nova Brasília", de proprietários sem condições financeiras, cobrando-se deles, como contrapartida, contribuição de melhoria, a ser paga na agência local da Caixa Econômica do Estado de São Paulo (CEESP). 

Dez dias após à desapropriação, foram realizados serviços de destocamento, extensão de rede de água e esgoto, despesas judiciais e extrajudiciais, sobre área declarada de utilidade pública. Em julho, foram realizadas obras de extensão e melhoria de energia elétrica nas Vilas Santo Antonio, Nova Brasília, Barbosa, Rua Manoel Beraldo e Avenida da Saudade, autorizando a cobrança de contribuição de melhoria aos proprietários beneficiados. 

No mês de agosto, foi recebido, pela Prefeitura, recurso proveniente do Rotary Club e do "Club da Amizade", que funcionou anteriormente ao atual, abrindo crédito para compra de ambulância, aparelhagem de oxigênio e construção de garagem na Prefeitura Municipal. No mesmo mês, foi aberto crédito para suplementar verbas para conclusão e reforma de escolas e reforma do jardim de Cascalho. 
Em setembro, foi aberto crédito para pavimentação asfáltica da Avenida da Saudade e do pátio em frente ao Cemitério Municipal de Cordeirópolis, declarando-se "3º perímetro urbano" de Cordeirópolis o prolongamento da Rua Manoel Beraldo, até a esquina da Avenida da Saudade. 

Neste mesmo mês, começam os trabalhos de construção de represas na cidade, com a abertura de crédito especial para construção da represa do Bairro do Barro Preto, para serviços de construção de barragem, transferência de postes e fios de alta tensão, desapropriação e compra de materiais diversos.
No fim do ano, duas leis manifestaram a preocupação e as ações do governo Luiz Beraldo com o abastecimento de água do Município: a Lei nº 506, de 4 de dezembro, autorizava a contratação, sem concorrência pública, de empresa para a construção de barragem e aterro para a represa próximo à "Estrada Velha do Bairro do Cascalho", com o objetivo de represar as sobras da existente. No mesmo dia, foi aberto crédito para compra de canos e construção de nova adutora, da Represa do Cascalho até a cidade e aberto outro crédito visando ao pagamento de despesas para construção de uma barragem e aterro para a "2ª Represa do Bairro do Cascalho". 
Em março de 1968, a Lei nº 516 abria crédito para construção de barragem na Represa Santo Antonio, para atender despesas bancárias, com construção de aterros, materiais diversos, obras específicas e desapropriação, autorizando novamente a contratação de empresa sem concorrência pública. 

No mês seguinte, foi aberto crédito adicional para despesas com construção de aterros, obras civis, corte da estrada, tubos de concreto, elevação e alargamento do aterro da Represa Água Branca, autorizando novamente a contratação, sem concorrência, de empresa especializada. 

No mês de maio, foi concedido auxílio financeiro ao Asilo São Vicente de Paula, de Rio Claro, além de iniciada a construção de um abrigo para táxi no "jardim público da Praça João Pessoa", instalação que foi desativada na década de 1980, quando foi inaugurado o Terminal Rodoviário "Elizabeth Krauter", em 1986. A sua conclusão, de acordo com lei específica, se realizou após o mês de agosto. 
Neste mesmo dia, foi autorizada a doação, ao Cordeiro Club, através de escritura pública, de uma área de 4.450 m2, com frente à Avenida Presidente Vargas, isentando o clube de pagamento de impostos e taxas e despesas com asfalto e calçadinha. Em 24 de fevereiro de 1969, foi aberto crédito especial para construção do calçamento com pedrinhas portuguesas desta "piscina do Cordeiro Club", obrigando-se o clube a reembolsar aos cofres municipais o custo total em prestações de 10, 20, 30 ou 50 meses, com juros de 1% ao mês.

A ação da Prefeitura na construção de moradias populares começou a ser delineada em julho de 1968, quando foi aberto crédito para pagamento de despesas com  "levantamento topográfico de loteamento para construção de casas próprias". No mesmo dia 18, foi modificada a lei de zoneamento em vigor, permitindo a "construção de prédios industriais no primeiro perímetro", desde que não houvesse poluição, odores ou perturbação do sossego público, desde que aprovado pelo PAMS (Posto de Atendimento Médico Sanitário). 

Pela Lei nº 537, de 4 de setembro, foi o Executivo autorizado a desapropriar área pertencente à Sra. Johanna Graciela Am Ende Levy, que se transformou no Estádio Municipal "Dr. Huberto Levy". Pela Lei nº 539, do mesmo dia, foi aberto crédito especial para construção da "Praça de Esportes do Bairro do Cascalho", com terraplanagem, vestiários e gramado. 

Pela Lei nº 544, de 3 de outubro, foi aberto crédito especial para atender despesas decorrentes da construção da Praça de Esportes Municipal na Vila Nova Brasília, que seria utilizado pelo Brasil A.C. Como se vê, os três times de futebol foram contemplados com seus respectivos estádios, coisa que nunca mais houve na história de Cordeirópolis desde esta época. 

Neste mesmo dia, foram tomadas duas importantes medidas: a desapropriação de áreas na margem direita da Rodovia Washington Luiz, para criação de loteamento ou implantação de indústrias e a reestruturação da Prefeitura Municipal, instituindo também a Comissão Municipal de Planejamento. 

Quinze dias depois, foi autorizada a abertura de crédito especial para atender despesas com a pavimentação da estrada estadual que passa defronte à Igreja Matriz de Nossa Senhora da Assunção, no Bairro do Cascalho, medida que foi adotada novamente pela administração municipal mais de trinta e cinco anos depois. 

Em novembro, a quatro dias das eleições, foi aberto crédito para atender despesas decorrentes da construção de uma represa no Matadouro Municipal, autorizando novamente a contratação, sem concorrência pública, de empresa especializada, aos mesmos preços de junho. No mesmo dia, foram autorizadas despesas com construção e colocação de guias e sarjetas e construção de muros de proteção na Avenida Presidente Vargas e Ruas Dr. Huberto Levy e José Bonifácio. 

Em 11 de novembro de 1968, foi autorizado o primeiro convênio com o Governo do Estado, oficializando a prestação de serviços para "conservação de prédios escolares de propriedade do Estado, autorizando contribuição ao Fundo Estadual de Saneamento Básico (FESB)" e oficializada a denominação do loteamento municipal como "Vila Nova Brasília". 

Neste mesmo dia, foi estendido o perímetro urbano à área localizada à margem direita da Rodovia Washington Luiz, que atualmente é denominada de "Zona Sul", onde estavam sendo implantados loteamentos de casas populares e áreas industriais e autorizada a desapropriação de área específica de 19.733,60 m2 para implantação de loteamento popular. 

Em dezembro, foi aberto crédito para asfaltamento da "Estrada Municipal Santana", também chamada de "Via Carmelo Fior", atualmente denominada "Estrada Municipal do Barro Preto", na sua área urbana, e da Estrada Estadual, trecho "Cordeirópolis-Vidoretti", com recursos provenientes do superávit financeiro do ano anterior. 
Antes de encerrar o ano de 1968, o Município volta a abrir crédito para construção de um reservatório de água no pátio da Prefeitura,  autorizando a aquisição, sem concorrência pública, da firma "KSB do Brasil", de "bomba submersa", com capacidade de até 20 mil litros. Esta empresa ainda está em atividade, e, segundo informações da internet, "está localizada em Várzea Paulista", com três fábricas, seis escritórios de vendas, uma oficina de serviços e fundição própria e que foi fundada em 23 de dezembro de 1954, portanto há mais de 60 anos.

Faltando três meses para o término de seu mandato, e recompensado com a eleição de seu sucessor, o então Vice-Prefeito Teleforo Sanchez Félix, Luiz Beraldo assina diversas leis de importância: no mesmo mês, são realizadas despesas de iluminação pública na Via de Acesso à cidade de Cordeirópolis, além de trechos da Rua Nova da Paz (posteriormente Rua Guilherme Krauter), Visconde do Rio Branco e Praça João Pessoa (posteriormente Comendador Jamil Abrahão Saad). 

No dia em que a cidade completava vinte anos de emancipação, em 24 de dezembro de 1968, é sancionada a Lei nº 569, que autorizava a realização de convênio com a Secretaria Estadual da Educação, para "construção de um prédio destinado ao funcionamento do Ginásio Estadual de Cordeirópolis", que passou a ser a Escola Estadual "Jamil Abrahão Saad". 

No mesmo dia, foi autorizada a venda de uma área de 275 m2, com frente para a Rua Carlos Gomes (defronte ao Jardim Público), para o "Banco Federal Itaú Sul-Americano", atual visando a instalação daquela que seria a terceira agência bancária de Cordeirópolis, o que ocorreu durante o ano de 1969. 

Faltando dois meses para o término do seu mandato, são assinadas duas leis, uma especialmente que autorizava a desapropriação de 18.580 m2, do Sr. Antonio Botion, para instalação de novas indústrias ou construção da ETA ou ainda outros prédios do município, declarada de utilidade pública pelo Decreto nº 36, de 13 de janeiro. No último mês de seu mandato, Beraldo desapopria 13.081,25 m2 dos sucessores de Antonio Caio de Freitas Guimarães, para criação de um loteamento de casas populares. 

Nos últimos trinta dias de seu mandato, diversas leis importantes são assinadas: que abre crédito para aquisição de um transformador para a casa de máquinas e para o recalque de água, para o abastecimento do Bairro do Cascalho; que declara perímetro urbano uma área localizada na Vila Barbosa, que compreende o prolongamento da Rua Elias Abrahão e Fernando Panhoca até a Avenida da Saudade, e da Visconde do Rio Branco, passando pela Avenida da Saudade até a Rua Manoel Beraldo, considerando-a "3º perímetro". 

Como último ato de sua gestão, a Lei nº 587, de 19 de março de 1969 aprovava o "Loteamento Municipal Jardim Bela Vista", conforme planta e memorial aprovados pela Delegacia de Saúde - Campinas, em 14 do mesmo mês, sendo vendidos os lotes de acordo com a Lei nº 547, de 3 de outubro de 1968, citada acima. 

Em outra oportunidade, recuperamos informações sobre a cidade no jornal “O Estado de São Paulo” na década de 1960 e, comparando com tudo o que foi realizado neste período, as referências são mínimas, quase inexistentes. A edição de 9 de março de 1965 publica o resultado da eleição, em que saíram vitoriosos Luiz Beraldo, com 1.214 votos para Prefeito, e Teleforo Sanchez Félix, com 1.192 votos para Vice-Prefeito. 

Mais de dois anos depois, o jornal destaca o despejo do Posto de Saúde do município, lembrando que já havia uma lei desde julho de 1961 para construção de sua sede própria. Posteriormente, a lei deve ter sido anulada ou revogada tacitamente, porque o Posto de Saúde foi construído em sede própria somente na década de 1980, na Rua Toledo Barros. 

Quanto ao PAMS (Posto de Atendimento Médico Sanitário), este foi desapropriado amigavelmente, através da Lei nº 513, de 4 de março de 1968. Posteriormente, este prédio sediou a Delegacia de Polícia (durante o período de sua reforma) e hoje, com modificações, é a sede do SAAE (Serviço Autônomo de Água e Esgoto). 

A questão do abastecimento de água e do fornecimento de energia elétrica preocupava o redator do Estadão, que destacou, em janeiro de 1965, o alívio da grande seca de 1964, dizendo que a represa de Cascalho teria recuperado 70% de sua capacidade. Em 1969, o jornal ressaltou a construção de uma barragem de sete alqueires, no Bairro do Barro Preto, e que deveria servir para “necessidades industriais das empresas”. 

A reportagem recorda o fato ocorrido em 1964, antes das eleições e da posse de Luiz Beraldo, quando o nível da represa de Cascalho teria chegado a zero, e a cidade contava somente com “dois poços artesianos de pouca produção”. 

Recordando este período, apresentamos páginas da “Gazeta Esportiva”, de 11 de junho de 1967, nos arquivos abaixo, destacando-se: o lema do suplemento: “Cordeirópolis, maior e emancipado”, referindo-se aos 18 anos de emancipação político-administrativa; a bandeira, com um erro de representação, o que fez por muito tempo o triângulo amarelo ser substituído pelo branco; uma foto representando o cruzamento entre a rodovia e a ferrovia, próximo ao atual “Teatro João Pacífico”.

Nas páginas seguintes, a reportagem retrata os investimentos em água e esgoto, guias, sarjetas e pavimentação; duas raras fotos da Câmara Municipal, quando funcionava dentro do prédio da Prefeitura; a Casa da Agricultura, cujo prédio inaugurado em 1962 sofreu poucas modificações nos últimos 50 anos; fotos do Parque Infantil, do Cordeiro Clube, do Grupo Escolar Coronel José Levy e do Grupo Escolar do Bairro do Cascalho. Por fim, a Igreja Matriz de Santo Antonio, cuja reforma só seria encerrada em 1971.
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