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Paulo César Tamiazo
Coluna: Revivendo a História
Publicado: 22/09/2014 às 10:51:26
60 anos de poços artesianos em Cordeirópolis
Em virtude do problema da falta d´água que vem assolando o município desde alguns meses, voltamos nossas preocupações em recuperar, através dos dados disponíveis, indícios sobre as iniciativas, realizadas durante todo o período em que Cordeirópolis era dona de seus destinos, para melhoria do fornecimento de água através de poços artesianos.

Já tivemos oportunidade de recuperar as iniciativas relacionadas ao abastecimento de agua na forma tradicional, isto é, com represas e estação de tratamento de água, além dos esforços anteriores em se implantar o tratamento de esgoto, o que, se tivesse se concretizado, não deixaria o século XXI resolver problemas dos outros séculos. 
São poucos os documentos que demonstram a preocupação do Poder Público com o abastecimento de água através de poços artesianos. A primeira lei recuperada é de nº 91, de 4 de março de 1954, em que se abre um crédito para atender as despesas decorrentes da perfuração de um poço artesiano e instalações complementares. 

Pelo art. 2º, a Prefeitura ficaria autorizada a abrir concorrência pública para proceder à perfuração de um poço artesiano e instalações complementares, para “reforçar o abastecimento de água à população”. 

Quase dez anos depois, é registrada nova iniciativa do Poder Público para a melhoria do abastecimento de água para Cordeirópolis, lembrando que, ainda nesta época, não havia tratamento de água. Para recordar o que o fornecimento de água bruta causava à população, e a preocupação da imprensa com a Represa do Cascalho, veja nossos artigos anteriores nesta página. 

Ficou marcado na memória da população, e também em poucas fotos guardadas, a situação calamitosa em que se encontrava o município no período 1963-1964. A foto da Represa de Cascalho completamente seca, num período em que fornecia também para Limeira, é marcante e certamente moveu o município vizinho a procurar alternativas para o abastecimento adequado de sua população, em virtude do crescimento que passava. 

Pela Lei nº373, de 18 de dezembro de 1963, o município ficava autorizado a proceder a abertura de uma concorrência administrativa, com urgência (três dias), por razão da calamidade pública, para aquisição de uma bomba ou compressor, para o poço artesiano nº 1. 
Estava sendo aberto, pelo art. 2º um crédito especial para atender as despesas com a aquisição desta “bomba ou compressor”, com validade para os anos de 1963 e 1964. Já que a lei fala em “poço artesiano nº 1”, supõe-se que deveria haver mais do que um na cidade àquela época, mas, no acervo pesquisado até o momento, não conseguimos recuperar estas informações. Sem contar que não sabemos com certeza absoluta se havia jornais no período em Cordeirópolis, e se estão disponíveis. 

Depois desta crise hídrica, a cidade só voltou a se preocupar efetivamente com o abastecimento de água alguns anos depois, quando foram feitos esforços para a construção da estação de tratamento de água, inaugurada em 1973. 

Dez anos depois, o poder público volta a se preocupar com o abastecimento público, na medida em que se interessa em colocar mais poços artesianos. Pela Lei nº 1384, de 8 de outubro de 1986, foi autorizada a Prefeitura a celebrar convênio com o DAEE – Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), da então Secretaria Estadual de Obras e Saneamento do Estado de São Paulo, para “execução de perfuração de um (1) poço tubular profundo”. 
Parece que a proposta da lei não foi executada, pois menos de um ano depois foi emitida a Lei nº 1428, de 19 de agosto de 1987, que “dá nova redação ao art. 1º da Lei nº 1384, de 8 de outubro de 1986”, mudando o objeto do convênio anteriormente proposto entre o Município e o DAEE. 

Segundo a nova lei, ficava o município autorizado a “celebrar convênio com o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), da Secretaria de Obras e Saneamento do Estado de São Paulo, para execução de perfuração de um poço tubular profundo e/ou execução de obras de reforma da Estação de Tratamento de Água (ETA) e/ou execução de novas redes de água.”

A instalação do poço artesiano, como se viu, perdeu prioridade, seja por motivação do município, ou do próprio Estado, uma vez que em 1987 tomou posse o novo governo estadual, que deve ter feito uma revisão nas medidas tomadas por seu antecessor. 

Depois de muito tempo, somente após vinte anos se tomaram medidas visando a construção de um novo poço artesiano. Através de convênio realizado com o Governo Federal, foram investidos valores da União e do Município para construção de um poço artesiano no Bairro do Cascalho. A vigência do acordo se estendeu de 2006 a 2010, e o processo foi concluído no âmbito do Governo Federal, sendo que a última liberação de recursos ocorreu em agosto de 2007. 

Certamente existem mais informações sobre as estruturas existentes, baseadas em captação de águas profundas, mas o acesso aos bancos de dados é difícil ou inexistente. Agradecemos a todos que puderem colaborar, indicando locais onde podemos encontrar mais informações sobre os poços artesianos perfurados em Cordeirópolis nos últimos 60 anos.
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