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Paulo César Tamiazo
Coluna: Revivendo a História
Publicado: 14/01/2014 às 08:45:27
Os 125 anos do ensino público em Cordeirópolis
Recuperando informações retiradas dos jornais de São Paulo disponibilizados na internet, além de recuperar pesquisas realizadas durante os últimos vinte anos, destacamos neste artigo os 125 anos do ensino público em Cordeirópolis. 

Na década de 1990, com a pesquisa realizada nas Coleções de Leis e Decretos do Estado de São Paulo entre 1890 e 1930, que atualmente encontram-se disponíveis no sítio da Assembleia Legislativa, pudemos identificar diversas escolas chamadas de “preliminares”, que tinham por objetivo a alfabetização das crianças em idade escolar. Mesmo durante todo o período de nossas pesquisas, não conseguimos ter acesso a dados sobre as escolas particulares que puderam funcionar no território de Cordeirópolis, nem sobre todas as escolas municipais financiadas pelo Município de Limeira enquanto a cidade era distrito (1899-1948). 

Reafirmamos que origem de todas as escolas primárias de nossa cidade e como que uma “certidão de nascimento” do município é o abaixo-assinado, datado de 29 de janeiro de 1887, onde se solicita a criação de uma “escola de primeiras letras” na povoação chamada de “Capela de Santo Antonio dos Cordeiros”, o que foi conseguido com a edição da Lei nº 4, de 6 de fevereiro de 1889. 

A escola passou a funcionar, mas por pouco tempo. O Correio Paulistano registrou, não só o abaixo assinado pelo qual os habitantes do bairro solicitaram estes serviços, como a nomeação do primeiro professor. A edição de 17 de fevereiro de 1887 registrou a apresentação, pelo deputado Aquilino do Amaral, de representação dos moradores de Cordeiros visando a criação de uma escola masculina, a comprovação da antiguidade de nossa cidade.  

O mesmo jornal, em edição de 29 de julho de 1890, registrou o pedido de licença do professor Luiz Guilherme Savoy, do cargo que ocupava de “professor público” do bairro dos Cordeiros, município de Limeira. Conforme já sabemos, a escola vaga a partir da licença de seu titular foi transformada em mista, pelo Decreto nº 100, de 4 de dezembro de 1890. 

A edição do dia 4 de janeiro de 1891 registrou abertura de concurso para provimento das cadeiras vagas em todo o Estado, consignando a “escola mixta” de Cordeiro para ser ocupada por uma professora. Em 8 de abril do mesmo ano, foi publicada a nomeação da professora Adelina Isabel de Almeida para  esta classe.  

Cinco anos depois, o governo do Estado resolve criar duas escolas, uma masculina e outra feminina. Pelo art. 5º da Lei nº 373, de 3 de setembro de 1895, a escola mista existente foi extinta. 

Em 1899, através da Lei nº 613, de 26 de maio, a segunda escola masculina de Cordeiro foi transformada em feminina. Somente em 1911 foi acrescentada a criação duas outras escolas, para os sexos masculino e feminino, demandando, desta vez, o crescimento das duas populações escolares. 

O jornal “O Estado de São Paulo” de 19 de janeiro de 1912 destacou, por seu correspondente, que achavam-se vagas, isto é, sem professor, “todas as escolas do sexo masculino” do distrito de Cordeiro, destacando a existência de um curso noturno mantido pela “Sociedade Operaria Internacional” e a escola particular mantida pela professora Emilia Reginato, cuja espetacular e raríssima foto de seus alunos foi preservada até hoje.

As escolas reunidas de Cordeiro, que funcionaram em um prédio alugado durante muito tempo, foram inauguradas, até que se prove em contrário, neste prédio, em 13 de junho de 1919. Assim falaram sobre o fato os dois jornais cujos exemplares foram disponibilizados na internet:

O Correio Paulistano, órgão oficial do Partido Republicano Paulista, estampou na sua edição deste dia: 

“Inauguram-se hoje solenemente, as escolas reunidas de Cordeiro. Para assistir ao ato, seguem hoje para a referida localidade, em carro reservado ligado ao trem das 7 horas, o srs. Dr. Altino Arantes, presidente do Estado, acompanhado de seus ajudante de ordens, capitão Herculano de Carvalho e Silva; dr. Oscar Rodrigues Alves, secretário do interior e outras pessoas gradas.

Após a cerimônia, o Sr. Presidente Altino Arantes e sua comitiva seguem para Limeira, onde lhes será oferecido um almoço. A volta para S. Paulo dar-se-á em trem especial, que deixará Limeira às 17 horas, aqui chegando às 21 horas.” 

Já o Estadão noticiou o fato somente no dia seguinte:

“Afim de assistir à inauguração das escolas reunidas em Cordeiros, partiu ontem para aquela localidade, em carro especial, ligado ao comboio das 7 horas, o Sr. Dr. Altino Arantes, presidente do Estado, em companhia do Sr. Secretário do Interior e de outras pessoas. 

Depois da inauguração, S. Exa. e sua comitiva dirigiram-se à fazenda Ibicaba, onde almoçaram, seguindo dali para Limeira. Os excursionistas regressaram a esta capital às 21 horas, em trem especial.” 

Mais uma vez, somente após alguns anos o Estado cria algumas escolas, visando atender o crescimento da população do distrito de Cordeiro. Pela Lei n
º 1724, de 30 de dezembro de 1919, foram criadas duas escolas, uma masculina e feminina, chamadas de “distritais”. Vale lembrar que, nesta época, só havia ginásios em Limeira e Rio Claro, e a cidade só ganhou o seu em 1958.  

O Diário Oficial do Estado, já em 1913, ressaltou o encaminhamento de um projeto para a construção do edifício próprio das “Escolas Reunidas de Cordeiro”. Nos outros jornais, também encontramos indícios desta movimentação. Em 13 de abril deste ano, o correspondente do Correio Paulistano indicava, dentre outras notícias, que: 

“Consta, com bons fundamentos, que os srs. Capitão Joaquim Manoel Pereira, coronel José Levy e outros, vão fazer doação à Câmara Municipal de Limeira, de um terreno nesta vila, afim de esta a doar ao governo do Estado, para se nele edificado o prédio destinado às escolas reunidas desta vila. 

Os habitantes deste distrito contam com todos estes melhoramentos, os quais devemos ao diretório republicano de Limeira, e aos referidos srs. Capitão Joaquim Manoel Pereira, coronel José Levy e major José Levy Sobrinho, que não poupam esforços pelo progresso desta localidade.”

O Estado de São Paulo de 13 de novembro de 1913, dentre outros tópicos na coluna de Limeira, destacou que “o major José Levy Sobrinho, prefeito municipal, já está de posse da planta do edifício das escolas reunidas de Cordeiro, a ser construído brevemente”. 

Em 10 de junho de 1914, por doação dos senhores Coronel José Levy, Capitão Joaquim Manoel Pereira, Capitão Simão Levy e Anna Levy, Domingos Manoel Pereira e Antonia Pereira, a Prefeitura de Limeira recebeu uma área de 40 metros de frente para a Rua Visconde do Rio Branco, com 44 metros de fundos, doando posteriormente ao Governo do Estado para a construção do prédio. 

Entre  1917  a  1921,  o  orçamento  do  Estado  consignou verbas  para a construção ou adaptação de um edifício para as Escolas Reunidas de Cordeiro. O § 9º do artigo 4º da Lei nº. 1636, de 31 de dezembro de 1918, que fixava o orçamento do Estado para 1919 destinou verba “Para concluir as obras das escolas do districto de Cordeiro, município de Limeira”.

Depoimento da época indica que a obra demorou a terminar, sendo inclusive necessária a intervenção do Presidente do Estado à época, Washington Luiz, para que a obra pudesse ter andamento. Na atual situação das pesquisas, encontramos somente duas referências a obras que teriam sido feitas neste sentido: em 18 de janeiro de 1922, o Governo do Estado anuncia o pagamento de despesas “ao Sr. Antonio Ferreira pela entrega provisória das obras de acréscimos e conclusão das escolas reunidas de Cordeiro”. 

No ano seguinte, em 16 de fevereiro de 1923, estava sendo aberta uma concorrência para a conclusão das obras de construção do edifício destinado às escolas reunidas de Cordeiro. Segundo pesquisas realizadas na década de 1990, a obra foi concluída durante o ano de 1924, sem inauguração oficial, e os alunos foram transferidos das precárias instalações alugadas para o prédio novo, de reconhecida importância histórico-arquitetônica, tombado juntamente com os outros construídos no período inicial da República. 

No Diário Oficial de 24 de janeiro de 1925, consta a publicação de um decreto convertendo em Grupo Escolar as Escolas Reunidas de Cordeiro, que se compunham de: 1ª e 2ª masculinas, 1ª, 2ª e 3ª femininas, e uma mista. Já notamos mais de uma vez que, ao lado do grupo escolar de Cordeiro, e de diversas escolas em fazendas, havia as escolas reunidas de Cascalho, estas inauguradas em prédio definitivo desde alguns anos antes. 

A última mudança relevante encontrada até agora, na área das escolas estaduais de Cordeirópolis, ainda antes de sua emancipação, foi o Decreto nº 6.402, de 18 de abril de 1934, que definiu as escolas oficialmente criadas pelo Estado de São Paulo, e que deveriam ser consideradas regulares a partir daquela data. 

Na relação anexa, constam, como escolas maiores o “Grupo Escolar de Cordeiro” e as “Escolas Reunidas Urbanas de Cascalho” e como escolas isoladas, as da Fazenda Ibicaba, do Bosque e São Jerônimo.
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