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Paulo César Tamiazo
Coluna: Revivendo a História
Publicado: 10/01/2014 às 19:58:29
Notícias de Cordeirópolis no jornal “O Estado de São Paulo” na década de 1950
Em todo o ano passado, ocupamos este espaço com a recuperação das notícias dos jornais de São Paulo, especialmente o Estado de São Paulo e o Correio Paulistano, cujas edições foram disponibilizadas na internet.

A proposta para este ano é recuperar as informações sobre Cordeiro no jornal Folha de São Paulo e no seu antecessor, a Folha da Manhã, além de confirmar se há alguma coisa na Folha da Noite. Por enquanto, vamos mostrar as informações recuperadas do Estadão nas edições da década de 1950.

A primeira referência no período é a edição de 14 de fevereiro de 1950, que destaca

“Com as chuvas continuas destes últimos dois meses, a Represa de Cascalho, que fornece água para Limeira e Cordeirópolis, vem subindo de nível. De dois metros e meio de vazante, já conquistou dois metros e trinta e cinco centímetros. Está previsto para mais alguns dias o seu transbordamento.”

Menos de um mês depois, em 9 de março, o correspondente do jornal afirma:

“Com a seca do ano passado, a cidade sofreu bastante no seu abastecimento de água. A represa do Cascalho teve seu nível diminuido em três metros e, para remediar o serviço de abastecimento, a Prefeitura de Limeira mandou montar um motor de várias dezenas de cavalos para que a agua chegue, por recalque, até o 2º perímetro urbano. (…) Com as últimas chuvas, o nível foi restabelecido, mas a falta de agua continua sendo um problema em diversos pontos do município.”

Passado o tempo da seca, somente depois de três meses surge uma pequena nota, em 3 de junho de 1950, falando da inauguração de uma “escola do SESI” no Grupo Escolar Cel. José Levy. Na inauguração, compareceram o Prefeito em exercício, Prof. Bento Avelino Lordello, o Padre Santo Armelin, Antonio Cerqueira Pinto Filho, Presidente da Câmara em exercício e o empresário  Guilherme Krauter. Neste evento, foi feito um discurso pela Profª Maria Nazareth Stocco Lordello, e colocada uma foto do presidente da FIESP, Roberto Simonsen.

Em 30 de agosto, fala-se de passagem que a Represa de Cascalho e a caixa d'água que servia Limeira estavam cheias, sem preocupação para os moradores. Nesta pesquisa inicial, estranhamente, não há mais referências a Cordeirópolis ou a Cascalho durante os anos de 1951 e 1952, o que deverá ser conferido em uma avaliação posterior.

Durante o ano de 1953, algumas notícias são destacadas pelos correspondentes: em 8 de fevereiro, foi citada a inauguração do “novo prédio da Coletoria Estadual”, construido por Ismael de Camargo.

Em 21 de março, o correspondente afirma: “A escassez de água em Limeira – devido à longa estiagem, observa-se que a água oferecida não satisfaz as necessidades da população. A Represa do Cascalho não comporta grandes gastos (…). Às Prefeituras de Limeira e Cordeirópolis compete estabelecer normas para que o nível da represa, que abastece ambas as cidades, não caia com tanta rapidez.”

Em 19 de abril, com o título “Poços artesianos para o abastecimento de Limeira”, o correspondente afirma que “A Prefeitura de Limeira continua interessada na solução do problema do abastecimento de água. As águas do Cascalho e do Morro Azul não são suficientes para o consumo da população. (…) O Prefeito Municipal, que vem acompanhando as perfurações, espera abrir cinco poços artesianos em diferentes pontos da cidade, principalmente nos bairros operários, ainda não servidos pela rede. (…) dentro de alguns meses, a principal represa, a do Cascalho, será incapaz de fazer face às necessidades. (…) os prédios de Cordeirópolis, abastecida também pela represa de Cascalho, não possuem hidrômetros.”

Em junho de 1953, o assunto é outro. A inauguração do Posto de Puericultura, que durante quase 30 anos foi localizado ao lado da Prefeitura Municipal, prédio ocupado posteriormente pela Câmara Municipal durante mais de 25 anos. Diz a pequena nota: “Serão concluídos brevemente os trabalhos de construção do prédio destinado ao Posto de Puericultura. As obras finais foram custeadas pelos cofres municipais.”

No mesmo dia, destaca-se que “com a presença do Bispo Diocesano, dom Paulo de Tarso Campos (...), serão encerradas as festas comemorativas do Jubileu de Prata da Pia União das Filhas de Maria de Cordeirópolis.”

Destacamos, dentre as notas do período, a comprovação da existência do “transporte escolar” custeado pela Prefeitura Municipal, que levava e trazia estudantes para Limeira de manhã e à noite. Vale lembrar que, nesta época, a cidade, emancipada há mais de cinco anos, sequer tinha um Ginásio Estadual, tendo que seus estudantes muitas vezes mudarem de cidade para continuarem seus estudos naquilo que hoje é considerada a segunda parte do ensino fundamental.

Parece que a situação do transporte dos estudantes para Limeira gerou ações concretas para a mudança da realidade. A reportagem de 13 de abril de 1954 comunica a apresentação, pelo então deputado Vicente Botta, do projeto visando a criação do Ginásio Estadual de Cordeirópolis, condicionada à doação, ao Estado, de edifício próprio ou terreno para sua construção. 

O projeto do deputado Botta, na verdade, foi apresentado em 1º de abril, conforme publicação do “Diário Oficial do Estado” do dia seguinte, em que se mostra o Projeto de Lei nº 102/1954. Na justificativa, o deputado destaca que

“Os alunos que terminam o curso primário nos estabelecimentos de ensino deste grau no município são obrigados, se quiserem continuar os seus estudos, a viajar para Rio Claro ou para Limeira. No mais das vezes, mesmo nos Ginásios localizados nas cidades citadas, não conseguem lugar por falta de vagas. 
Assim, pois justifica-se a absoluta necessidade de se criar, em Cordeirópolis, um estabelecimento de ensino ginasial, que atenderá não só as crianças da cidade, com às dos bairros de Cascalho e Remanso, e até mesmo os da vizinha cidade de Santa Gertrudes”. 

A aprovação do projeto, em primeira discussão, foi feita em pouco tempo, em 9 de dezembro. Nos anos seguintes, a votação em segundo turno não despertava muito interesse entre os deputados. Praticamente dois anos depois, em novembro de 1956, é que o projeto seria aprovado em segunda discussão, sendo encaminhado à promulgação no final daquele ano. 

Finalmente, em 2 de janeiro de 1957, a criação do Ginásio Estadual de Cordeirópolis foi transformada em lei, instalando-se finalmente o estabelecimento de ensino no ano seguinte, que funcionaria durante mais de dez anos no prédio anexo ao Grupo Escolar “Coronel José Levy”. 

Voltando ao ano de 1954, Cordeirópolis volta a ser destaque por um acidente ocorrido no km 178 da Estrada de Cordeirópolis a Santa Gertrudes, onde faleceu Felisbino dos Santos, de doze anos, atropelado por um caminhão de bebidas. A notícia apareceu no dia 20 de abril. O último destaque do ano seria mais uma vez a falta de água, desta vez juntamente com a falta de energia elétrica para acionamento das bombas que levariam a água aos recantos mais distantes de Limeira. 

Em 22 de fevereiro de 1955, continua o destaque aos problemas do abastecimento de água em Limeira e Cordeirópolis, desta vez com uma avaliação detalhada do que ocorria naquele momento. Destacou-se negativamente a situação da Represa do Cascalho, que contava com: abandono das cabeceiras, animais que pastam nas margens, plantações que levam resíduos e adubos, desproteção das margens abandonadas e água poluída. 

O articulista, sediado em Limeira, sugere a instalação de uma Estação de Tratamento de Água no Rio Piracicaba, para combater o uso permanente da “água contaminada” da Represa do Cascalho. 

A repercussão da reportagem pareceu grande, pois em abril do mesmo ano noticia-se, pela primeira vez, a proibição da caça e da pesca na Represa do Cascalho, com base no Código de Caça e Pesca, legislação em vigor no período, sendo sugerido pelo colunista do Estadão a extensão da proibição de lavagem de roupas e criação de animais. Destacou-se que amostra da água fornecida a Cordeirópolis e Limeira seria enviada ao Instituto Adolfo Lutz para análise. 

Finalmente, em 19 de junho, é noticiada a inauguração do Posto de Puericultura, chamado atualmente de Centro de Saúde “Dalcy de Campos Toledo”, contando com a presença do então prefeito Dr. Cássio de Freitas Levy, do Vice-Prefeito Prof. Bento Avelino Lordello e do então Presidente da Câmara Municipal, Pedro Antonio Hespanhol, além da benção pelo Padre Mario Pasotto. Informou-se que passaria a atender no posto o Dr. Agostinho Betarelli e as enfermeiras Joana Solano Calegari e Ignez Targa. 

Um ponto curioso do período é a divulgação do resultado do concurso “Boneca Viva”, em que foram classificadas: em 1º lugar, Magali Bertanha; em 2º lugar, Wilma Eugenio; em 3º lugar, Sonia Aparecida Martins e em 4º lugar, Magali Rocha.

Em 1956, a única reportagem recuperada fala do “reinício das obras da Estrada Cordeirópolis a Rio Claro”, o que teria sido conseguido em reunião do Prefeito de Rio Claro com o Secretário de Viação e Obras Públicas do Estado. Nenhuma outra nota se reportou a isso nos próximos meses. 

Em junho de 1957, destacou-se o início da pavimentação do “Contorno de Cordeirópolis”, pertencente ao trecho da estrada que ligaria Cordeirópolis a Rio Claro e a São Carlos. Segundo a nota, neste momento, estaria sendo feita a drenagem do trecho de baixada e o alargamento do trecho da “Serra dos Padres”. 

Percebe-se, neste período, uma mudança de atitude com relação à situação do Ribeirão Tatu, que abastecia também a cidade de Limeira, mas tem suas nascentes em Cordeirópolis. Diz a reportagem de 10 de novembro de 1957: 

“Deve-se notar que as águas do Ribeirão Tatu vem sendo poluídas há muito tempo, desde o município de Cordeirópolis, a mais de catorze quilômetros de Limeira. Todavia, é nesta cidade que, em grande quantidade, são lançados às águas detritos e esgotos de grandes indústrias.”

Em junho de 1958, uma notícia curiosa: “Estão morrendo as árvores do Jardim Público” de Cordeirópolis, diz a nota. Em uma curta explicação, atribui-se o problema “à sufocação das raízes causada pelo calçamento”. A configuração da praça que existia neste período tinha sido inaugurada há cinco anos, mas não se sabe se a “sufocação das raízes” tenha ocorrido pelo início da pavimentação, que seria realizado neste mesmo ano. 
Além de uma curta nota falando da “abertura do loteamento da Prefeitura Municipal”, ou seja, a Vila Nova Brasília, uma matéria paga de 4 de setembro comunica a realização de “concorrência pública” para o fornecimento de 30.000 m2 de asfalto, compreendendo a área central da cidade, além de 8.000 metros lineares de guias e sarjetas. 

Dois dias depois, destaca-se a presença, em Cordeirópolis, do Dr. Ruy de Almeida Barbosa, Presidente da Assembleia Legislativa. Seus compromissos, naquele dia, se iniciariam às 8 horas, com uma visita à Prefeitura e à Câmara, onde receberia o título de Cidadão Honorário, encerrando-se sua passagem pela cidade às 10 horas, com um “aperitivo” no Cordeiro Clube. 

Em outubro de 1958, destaca-se rapidamente a ocorrência de um acidente na Rodovia Washington Luiz, “na estrada asfaltada”, conforme vimos acima, no trecho em direção a São Carlos. Em 30 de novembro, comunica-se o andamento do serviço de pavimentação das ruas de Cordeirópolis, com término previsto dentro de seis meses, ou seja, em maio de 1959. Foi anunciada também a “completa remodelação do sistema de iluminação pública da cidade” para breve. 

Durante o ano de 1959, algumas poucas notas se destacam: em 4 de fevereiro, o anuncio do falecimento de João Manoel de Toledo, que deixava como filhos: Ary de Toledo, Dalcy de Campos Toledo, funcionário público do Centro de Saúde, João de Toledo, que foi casado com Uardi Abrahão, de tradicional família da cidade, e Afonso de Toledo. 

Nos próximos meses, somente se destaca a continuidade da pavimentação da cidade, através de um Plano de Pavimentação, financiado com empréstimo da Caixa Econômica do Estado de São Paulo, conforme notícia de 2 de setembro. De passagem, destaca-se que o trânsito da cidade, naquela época, era “pouco intenso, ainda assim ocorrendo atropelamentos e desastres, alguns fatais”. Encerrando as notas do ano, destaca-se o casamento do Dr. Antonio Luiz Cicolin, advogado da cidade, que ocorreria às 16h30 do dia 12 de dezembro, união que completou, neste ano que passou, 54 anos. 

Em uma próxima oportunidade, iremos recuperar as notícias registradas nos jornais digitalizados e disponíveis na internet, referentes à década de 1960.
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